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Marta, a maior artilheira da seleção

Marta, a maior artilheira da seleção

O Globo Esporte divulgou na última semana o levantamento oficial que aponta que Marta fez 116 gols em 171 jogos pela seleção brasileira. A jogadora supera os números de Pelé, maior artilheiro da seleção masculina, que fez 77 gols pelo Brasil em 92 partidas. Já Neymar estufou as redes 69 vezes pela equipe principal em 113 jogos.

Sabemos que o futebol feminino luta diariamente para conquistar mais espaço e com certeza o caminho de Marta não foi fácil. Pensando nisso, a seguir vamos contar um pouco da história dessa grande referência do futebol feminino. 

De Alagoas para o mundo

Marta nasceu em 1986 em Alagoas, cidade de Dois Riachos, e desde pequena sempre gostou de jogar bola.  A jovem atleta começou a participar de campeonatos ainda na escola, mas percebeu que  seu futuro não pertencia a sua cidade natal porque naquele lugar havia poucas oportunidades para ela e sentia que o seu talento seria desperdiçado. Marta já atuava pelas categorias de base do CSA de Dois Riachos, quando seu treinador conseguiu que ela participasse de duas peneiras em grandes times do Rio de Janeiro, a adolescente de 14 anos não pensou duas vezes, juntou suas coisas e partiu rumo ao seu destino.

Os clubes eram o Vasco e o Fluminense, mas depois de seu primeiro dia na equipe Cruz Maltina a jovem atleta já foi contratada e nem chegou a disputar a vaga no Tricolor do Rio. No Vasco Marta ganhava apenas uma ajuda de custo mínima para se manter e morava no alojamento com as outras atletas, mesmo com as dificuldades o clube ainda conquistou o Campeonato Brasileiro sub-19 2001.

Com o passar dos anos Marta ficou cada vez mais conhecida entre os clubes. Aos 17 anos a jogadora se tornou uma atleta da seleção brasileira e disputou em 2003 os jogos Pan-Americanos conquistando junto com suas companheiras o primeiro ouro da seleção feminina. Com essas competições internacionais os clubes europeus se encantaram por Marta, rendendo um convite do do Umeå IK, clube sueco de futebol que era reconhecido no cenário europeu pela sua equipe feminina bem estruturada e competitiva.

Em 2017 o clube americano Orlando Pride anunciou Marta como seu mais novo reforço para a temporada e continua nele até hoje. 

Seleção Brasileira

Depois de disputar e vencer o Pan-americano de 2003 com a seleção e de ser descoberta por um clube sueco durante a participação do Brasil na Copa do Mundo feminina também em 2003, Marta ainda disputou e venceu a Copa América com a seleção brasileira no mesmo ano. Com o tempo Marta garantiu sua vaga com a camisa 10 do Brasil e junto com outras grandes atletas, como as veteranas Cristiane e Formiga começou a fazer história na seleção.

Representatividade é importante 

Depois de todo o preconceito que passou na infância e as dificuldades no começo da carreira para conseguir viver do futebol Marta se tornou uma ativista pelos direitos das mulheres. Em 2019, quando marcou um gol de pênalti contra a seleção australiana, no segundo jogo das brasileiras na competição, a rainha chamou atenção do mundo em sua comemoração, abraçando uma causa como sua. Ao marcar o gol,  Marta comemorou apontando para as chuteiras personalizadas com um símbolo pela igualdade de gênero no esporte.

Melhor jogadora do mundo 

Marta é a única atleta do futebol feminino nomeada pela Fifa seis vezes melhor do mundo. Cinco desses títulos vieram de forma consecutiva, entre 2006 e 2010. E a última conquista veio em 2018, além disso, entre 2011, 2012, 2013, 2014 e 2016  ela chegou a concorrer ao prêmio ficando entre as três melhores do mundo.

Marta é inspiração. É uma das pessoas mais importantes na luta pela igualdade de gênero. O preconceito com o futebol feminino não acabou, mas a Rainha trouxe visibilidade e respeito para a modalidade. Ela é a razão por várias meninas estarem buscando o sonho de ser jogadora cada vez mais cedo.

Brenda Meira - Comunicação Voit 

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